Trabalhar pelo fim da malária na Zâmbia é algo pessoal

Por Eric Liswaniso, associado do Rotary Club de Ndola e do Rotaract Club de Lusaka, Zâmbia 

Uma das coisas mais frustrantes sobre a malária é o sofrimento evitável que ela impõe às famílias. A morte de uma criança ou de um dos seus pais, a perda de trabalho ou a instabilidade econômica podem ser devastadoras.

Eu perdi meus pais bem cedo e a vida se tornou muito difícil para mim e para meus irmãos. Felizmente, com a ajuda de familiares, pude completar minha educação e apoiar meus irmãos mais novos. Mas, aquela experiência me despertou para a situação difícil que muitas outras pessoas enfrentam e entendi como a perda de um pai ou mãe leva a uma vida inteira de sofrimento. Hoje, sou casado e tenho uma filha de dois anos, portanto, combater a malária – que afeta particularmente crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas – é uma questão pessoal. 

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Como seus projetos podem apoiar mães e filhos

Por Nyreese Castro-Espadas, gerente das áreas de enfoque “prevenção e tratamento de doenças” e “saúde materno infantil”

Saúde materno-infantil refere-se à saúde da mulher durante a gestação, o parto e o período pós-natal, e à saúde das crianças menores de cinco anos.

De acordo com a OMS, nos países em desenvolvimento, 1 em cada 45 mulheres corre o risco de morrer por causas relacionadas a gestação, parto e cuidados pós-natal, em comparação com 1 em 5.400 nos países desenvolvidos. Cerca de 94% das mortes maternas ocorrem em países em desenvolvimento, e 80% delas podem ser evitadas com acesso a serviços de saúde reprodutiva, assistência pré-natal, atendimento especializado durante o parto e apoio após o nascimento do bebê. Além disso, estima-se que 5,2 milhões de crianças com menos de cinco anos tenham morrido, em sua maioria, de causas evitáveis e tratáveis.

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Por que eu apoio a igualdade de gênero

Por Shekhar Mehta

O ex-presidente do Rotary International, Shekhar Mehta, reflete sobre a importância do empoderamento de meninas

Eu concordo plenamente com a seguinte observação de especialistas do Unicef em Gana em um blog publicado no início deste ano: “quando as meninas são saudáveis e têm acesso à educação, sociedades inteiras se beneficiam do crescimento econômico, da redução da pobreza e de melhorias no bem-estar das crianças – reforçando as perspectivas para a próxima geração”.

Rokiatou, de cinco anos de idade, aprende matemática na Costa do Marfim, em 2022. Durante a pandemia da covid-19, milhões de crianças em idade escolar em todo o mundo foram impedidas de frequentar aulas presenciais. – UNICEF/UN0613239/Dejongh    
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Expanda a sua rede de amigos com os Grupos de Companheirismo

Por Lisa Cook, departamento de Engajamento e Serviços do Rotary

Organizados de forma independente, os Grupos de Companheirismo unem pessoas de todos os países em torno de interesses em comum. Se você entrar para um dos mais de 100 desses grupos oficialmente reconhecidos, as chances de fazer amizades além do seu clube, expandir sua rede internacional de contatos e ganhar uma perspectiva mais global serão imensas. Veja a seguir mais algumas boas razões para conhecer esses grupos:

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Chegou a hora dos coreanos ajudarem

Em 24 de fevereiro de 2022, no dia seguinte à comemoração do 117º aniversário do Rotary International, a Rússia invadiu a Ucrânia. A guerra subsequente forçou mais de 12 milhões de pessoas a fugirem de suas casas – mais de cinco milhões delas se deslocaram para os países vizinhos. Grande parte dos refugiados dependem de ajuda humanitária.

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Agentes de combate à pólio aposentados passam seus anos dourados na trilha da erradicação

O propósito de vida de alguns erradicadores incríveis não termina quando eles se aposentam.

Para muitas das mulheres e homens que passaram suas carreiras combatendo a pólio, a aposentadoria não oferece descanso e relaxamento, mas a continuação do trabalho em direção à erradicação. Em toda a região do Mediterrâneo Oriental, os eternos agentes de combate à pólio estão inspirando a próxima geração de trabalhadores da saúde com seu compromisso à causa e crença nos benefícios de um futuro livre da doença. Leia sobre a carreira desses destemidos agentes da saúde e o que os motiva a continuar nesta jornada, seja qual for o tempo necessário.

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O Brasil no mapa da pólio: como evitar essa volta?

Por Aurea Santos, especialista em Comunicação no escritório do Rotary International no Brasil

De 1968 a 1989, o Brasil registrou mais de 26 mil casos de poliomielite. Esse registro, porém, parece ter desaparecido da memória dos brasileiros e levado a população a acreditar que a pólio não é mais uma ameaça por aqui. Mas ela é, e essa ameaça tem se tornado cada vez mais próxima.

O último caso de infecção pelo poliovírus selvagem no Brasil foi na cidade de Souza, na Paraíba, em 1989. Porém, o Brasil não atinge o índice de 95% de cobertura vacinal para a doença desde 2016, colocando nosso país em um risco muito alto para a volta da pólio, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Vacinar é fundamental: uma pessoa doente pode passar o vírus para outra cinco
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Comemore o Dia Mundial de Combate à Pólio com o Rotary

Em 24 de outubro, o Rotary transmite a Atualização Global do Dia Mundial de Combate à Pólio. O programa é dividido em segmentos, então você pode escolher e assistir primeiro aos tópicos que te interessam mais.

Se você está curioso sobre o que está por vir, abaixo estão os destaques do programa desse ano.

O papel da mulher na erradicação da pólio será um dos temas discutidos no programa
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Como associados do Rotary em todo o mundo estão lutando contra a pólio

A erradicação da pólio é uma das nossas iniciativas mais duradouras e significativas. Junto com nossos parceiros, ajudamos a imunizar mais de 2,5 bilhões de crianças contra a paralisia infantil em 122 países. Reduzimos os casos de poliomielite em 99,9% no mundo e não desistiremos até que a doença seja eliminada de uma vez por todas.

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5 maneiras de apoiar refugiados, deslocados e migrantes

Por Quentin Wodon, presidente do Grupo Rotary em Ação pelos Refugiados, Deslocados e Migrantes  

O ACNUR estima que há hoje mais de 100 milhões de pessoas deslocadas em todo o mundo. O número atingiu 89 milhões no final de 2021, de acordo com o último relatório sobre deslocamento global, e continua aumentando nos últimos seis meses, já que oito milhões de pessoas foram deslocadas na Ucrânia e seis milhões se tornaram refugiados em outros países.  

Rotarianos e rotaractianos entraram em ação para responder à crise na Ucrânia. Até abril de 2022, as doações ao Fundo de Assistência em Casos de Desastres foram destinadas à ajuda humanitária para apoiar os refugiados ucranianos e comunidades afetadas pela guerra, com mais de US$ 15 milhões arrecadados. Até o momento em que este post foi redigido, a Fundação Rotária havia outorgado US$ 4,2 milhões por meio de 138 Subsídios de Assistência em Casos de Desastres alocados a 27 países. Os distritos podem continuar solicitando esses subsídios durante 2022 para apoiar as comunidades impactadas pela guerra.

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