Rede rotária ajuda família atacada por piratas

Por Vince DiCarolis, presidente do Rotary Club de Bainbridge Island, EUA

Chris, Cory e a cachorrinha Stella

Todos nós temos vários motivos para pertencermos ao Rotary – retribuir às nossas comunidades, vivenciar o companheirismo ou ajudar pessoas em outros países. Mas, essas coisas vêm e vão. Recentemente, o motivo pelo qual sempre serei rotariano foi confirmado quando nossa rede rotária ajudou a família de um associado que foi atacada por piratas a caminho do Caribe.

No final de março, recebi uma ligação de Bob Baranski, um grande amigo e líder do nosso clube. Percebi logo de cara que ele estava aflito. Ele me contou que sua filha Cory e seu marido, Chris, que vivem e trabalham em seu veleiro, haviam sido atacados por quatro homens armados com pistolas e facões quando estavam ancorados nas Ilhas Pearl, aguardando a passagem pelo Canal do Panamá.

Logo após o pôr do sol, os piratas se aproximaram silenciosamente em uma pequena embarcação e subiram a bordo do veleiro. Cory se trancou no banheiro da popa com um rádio VHF para tentar enviar um pedido de socorro. Mas, os piratas arrombaram a porta, silenciaram o rádio de Cory e cortaram os cabos de todos os outros rádios e da tela do piloto automático.

Consequências do ataque

Chris foi golpeado várias vezes na cabeça com a coronha de uma pistola, enquanto Cory foi esganada e forçada a entrar em um armário sob a ameaça de um facão. Dois amigos que também estavam a bordo foram empurrados para um dos banheiros. Chris foi forçado a se deitar de bruços sob a mira de uma arma enquanto os piratas saqueavam o barco por uma hora e meia.

O Constellation velejando pelo mar

Os ladrões levaram todo o dinheiro, carteiras, joias, telefones, coletes salva-vidas, roupas e galões de gasolina, e arrancaram os equipamentos eletrônicos do barco. Eles também levaram Stella, a cachorrinha de seis meses de Cory e Chris. Depois que eles foram embora, Chris conseguiu entrar em contato com a polícia e determinar que o barco tinha condições de navegar até a Naos Marina, perto da Cidade do Panamá, onde poderia aguardar reparos.

Fiquei horrorizado com a história. Bob perguntou se poderíamos colocá-los em contato com alguns rotarianos locais em quem pudessem confiar, pois tanto Chris quanto Cory estavam muito abalados.

Comecei a usar a ampla rede de contatos do Rotary para conseguir ajuda. Liguei para o Rotary International e falei com Johanna Martinez , da Central de Atendimento, que me colocou em contato com o Rotary Club de Panamá Este e com Nick Taylor, supervisor da Equipe de Suporte a Clubes e Distritos (CDS). Depois de ouvir com empatia o ocorrido, ele prometeu fazer o possível para ajudar Chris e Cory e entrou em contato com Gregory Franks, supervisor sênior de CDS para as Américas, que se comunicou com os líderes zonais e distritais.

Javier Juarez, do Rotary Club de Balboa, estava a menos de quatro quilômetros da marina e, assim que ficou sabendo da história, visitou Cory, Chris e seus amigos para ajudá-los a conseguir suprimentos básicos para substituir os itens que haviam sido roubados. Ele também entrou em contato com amigos do ramo de suprimentos marítimos e montou um grupo de trabalho para examinar o barco e iniciar os reparos.

Fiquei impressionado ao ver que, em menos de três horas após minhas ligações iniciais, a família já estava recebendo ajuda. Javier continuou visitando o grupo diariamente, ajudando-os a encontrar recursos e lugares para fazer compras e comer (já que eles ainda não podiam cozinhar no barco).

O poder das conexões do Rotary

Enquanto isso, Allan Sellers, coordenador regional da Zona 25A, começou a usar suas conexões junto a várias agências, inclusive a Guarda Costeira do Panamá, a Autoridade do Canal de Panamá e o Ministério do Turismo. Graças a esses esforços, assim que os reparos foram feitos, a Guarda Costeira escoltou Chris e Cory na travessia do canal. As autoridades até encontraram a cachorrinha Stella em uma ilha desabitada nas proximidades. O grupo seguiu para Miami, passando pelas Ilhas Cayman, para fazer mais reparos, tendo recebido uma quantidade inacreditável de apoio em terra.

Poucos dias depois do incidente, o Rotary prestou socorro de outra forma. Chris estava com dificuldade de conseguir um passaporte de emergência então, a pedido de Bob, eu entrei em contato com nosso congressista americano, que tem um exemplar da Prova Quádrupla em sua mesa. Em 30 minutos, o problema foi resolvido.

Refletindo sobre o ocorrido, Bob disse: “Não se trata apenas do que fazemos como associados do Rotary, mas de quem conhecemos e da influência que temos. Quando rotarianos me perguntam como podem ajudar, eu respondo: ‘continuem sendo rotarianos.’”

A todos os envolvidos, obrigado por toda a ajuda. Quando tentei agradecer pessoalmente a Allan, ele me disse: “Não precisa agradecer, é isso que fazemos.”

E é por isso que eu sempre serei rotariano.

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