Entre o Rotary e a Medicina: a união de dois caminhos

O rotariano e médico infectologista Leonardo Weissmann

O rotariano e médico infectologista Leonardo Weissmann (Foto: Felipe Gabriel)

Por Leonardo Weismann, membro do Rotary Club São Paulo – Aeroporto, presidente da Subcomissão Distrital (4420) Pólio Plus e médico infectologista no Instituto de Infectologia “Emílio Ribas”

Setembro ou outubro de 1999, não me recordo exatamente. Eu estava no penúltimo ano da faculdade de Medicina na cidade de Santos, Brasil, e fazia parte da Liga Acadêmica de Aleitamento Materno (em uma época que ainda pensava em seguir a Pediatria como especialidade). Para quem não conhece, Ligas Acadêmicas são atividades extracurriculares com um tema de interesse em comum, envolvendo alunos, professores e outros profissionais, com aulas, cursos, pesquisas científicas, projetos comunitários, entre outras ações.

Após uma das reuniões dos membros, fui convidado por uma colega a participar de “uma reunião de jovens que trabalhavam pela comunidade, chamada Rotaract”. Nunca tinha ouvido falar nesse grupo e perguntei um pouco mais. Daí, ela me disse que era um programa do Rotary e as coisas começaram a ficar um pouco mais claras. O próximo encontro seria no sábado seguinte, em um clube tradicional da cidade. Tinha nada a perder, fui por curiosidade.

Depois de participar desta primeira reunião, vieram muitas outras. Eram momentos de distração, para sair da rotina do dia a dia. Mas não apenas isso, ganhei vários amigos, novos conhecimentos, diferentes experiências. Um ganho imensurável!

Mas minha vida estava mudando. Deixei de ser um acadêmico de Medicina e me tornei médico. Vieram os plantões, a maioria aos finais de semana. Isso inviabilizava minha continuidade no Rotaract naquele momento. Mas não significava final de linha, pois poderia continuar servindo como rotariano. E foi o que aconteceu em agosto de 2002, quando eu ainda estava com 25 anos de idade.

Nessa trajetória que já tem quase 21 anos, ocupei diversas funções em Rotary e Rotaract, como presidente de clube, diretor de protocolo, membro de comissão de projeto de Subsídio Global, membro da comissão distrital do antigo Intercâmbio de Grupos de Estudos (IGE), presidente da Comissão Distrital de Serviços à Juventude, presidente da Comissão Distrital de Desenvolvimento do Quadro Associativo, Governador Assistente, entre outras.

Atualmente, estou como presidente da Subcomissão Distrital Pólio Plus. Falar em público para mim era somente apresentando seminários a colegas de turma e professores, ou em reuniões pequenas a pessoas conhecidas; imagine falar a pessoas que eu nunca havia visto…

Conhecimentos administrativos, planejamento de reuniões, liderança em organização de ações junto a líderes, muitos deles mais velhos e mais experientes do que eu…O tempo e a experiência profissional me ensinaram bastante, mas devo muito ao Rotaract e ao Rotary, fundamentais na minha formação, com tombos e acertos.

Hoje, entre outras atividades, falo tranquilamente em público, fazendo palestras a profissionais em congressos nacionais e internacionais ou ao público em geral, tenho experiência como professor universitário, já fui entrevistado inúmeras vezes por diversos meios de comunicação (emissoras de TV e rádios, portais de notícias). Também atuo como assessor da diretoria da Sociedade Brasileira de Infectologia (principal associação médica da especialidade no país, dentro da especialidade que abracei) no desempenho de suas funções administrativas e no planejamento de ações de comunicação.

Desde o início de 2020, o mundo passa por uma grande crise pela COVID-19. Essa situação nos obrigou a mudarmos as rotinas. E na vida rotária, não foi diferente. As atividades, antes presenciais com raríssimas exceções, tornaram-se virtuais.

Se deixamos momentaneamente de apertar a mão, abraçar e beijar nossas companheiras e companheiros, agora participamos de eventos com companheiros de outras regiões do Brasil, e até de outros países, como uma situação corriqueira.

O Rotary conectou o mundo mais do que nunca! Como médico infectologista, tenho a oportunidade e o prazer de ministrar palestras e orientar projetos de prevenção de vários distritos. Tal fato se soma ao orgulho de atuar pelo maior programa e prioridade do Rotary: acabar com a poliomielite da face da Terra, em um momento de enorme preocupação, com a redução do número de crianças vacinadas, em plena pandemia.

Novos membros da família rotária podem estar muito mais próximos do que imaginamos. Você já prestou atenção às pessoas que estão ao seu redor? Tome como exemplo o que aconteceu comigo. Permita que o Rotary abra oportunidades de amizades, de novos conhecimentos, de liderança, de ética e de servir pela sua comunidade e pela comunidade mundial a outras pessoas, assim como abriu a você e a mim. Somente desta forma, teremos clubes maiores e diversificados.

2 respostas em “Entre o Rotary e a Medicina: a união de dois caminhos

  1. Parabéns Leo, você é um Rotariano espetacular. Conheço vc desde que entrei em Rotary 2009 sempre vi vc como uma pessoa comprometida com seu trabalho e com Rotary, uma pessoa de espírito e alma boa. Sinto muito orgulho de conhecer vc.

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